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  MISSIONÁRIO

ÁFRICA - PODEREMOS FECHAR OS OLHOS?

Eles são missionários do PROJETO ÁFRICA PARA CRISTO e o depoimento que você vai ler a seguir não são detalhes do que realmente passam diariamente nossos corajosos irmãos, contudo o Espírito Santo incendiará o teu coração com a chama do AMOR PELAS ALMAS. Pastor Ezequiel dos Santos, Missionária Renata e Raquel. Conheça a obra missionária destes irmãos que abandonaram a comodidade de uma vida tranqüila no Brasil, em favor de pessoas miseravelmente carentes de Deus. 

Quando o pastor sentiu que Deus estava lhe chamando para o campo missionário?
Bem, eu sou filho de pais cristãos membros da Igreja Evangélica Assembléia de Deus e fui criado, portanto nessa ambiente, porém aos treze anos de idade eu me afastei da vida cristã e me vi envolvido com drogas. Tudo aconteceu tão rápido e quando me dei conta estava afundado no vício e escravizado pelo diabo. É verdade quando dizem que filho de crente não é “crentinho”, pois todos precisamos ter uma experiência pessoal com Cristo. 
Vivi durante anos escravo daquela situação até que um dia reconheci meus pecados, me arrependi de todos eles e corri desesperadamente aos pés de Jesus e lá encontrei alivio para minhas dores, meus traumas e minhas desilusões. Assim que me voltei ao Senhor Ele começou a revelar Seu plano para a minha vida: MISSÕES. Essa palavra soa bonita nas reuniões ministeriais, mas ela é tão mais profunda que é difícil descrever muitas vezes o que é ser um missionário. 
A cada dia que passava tudo ficava mais claro e meu interesse pelo assunto ia crescendo, até que no ano de 1998 eu e minha esposa fomos para a África. Durante os primeiros anos realizávamos cruzadas e campanhas evangelísticas por tempo determinado e retornávamos ao Brasil, contudo há dois anos residimos definitivamente no Continente Africano. Tinha um desejo muito forte no coração de pisar naquele solo africano e realizar o projeto de Deus para aquelas pessoas, mas quando desembarquei lá, senti o choque da realidade dura e crua de como seria difícil e penosa a nossa missão. 

O que mais lhe chocou assim que chegou na África?
Olhei pros lados, pra frente, pra trás e até onde meus olhos alcançaram eu vi miséria, fome e doentes perambulando pelas ruas, mas isso era só o começo! Os conflitos raciais acentuados nos assustaram muito e ainda nos assustam. Há uma afinidade muito grande dos africanos com feitiçaria e rituais demoníacos e aqui ou “você é cristão ou não é”. Se realmente for um servo de Deus terá inúmeras lutas, mas sairá vitorioso, porém se não for compromissado será envergonhado no primeiro contato com bruxos, feiticeiros, etc. 
Olho pra eles e não sinto aversão. Eu sinto amor por essas almas! Por elas eu derramo minhas lágrimas juntamente com a missionária Renata minha esposa. No Brasil muitos olham para um mendigo, uma prostituta e viram o rosto, aqui nós corremos de aldeia em aldeia tentando ganhar pelo menos uns poucos para Cristo. 

E quanto à renúncia de uma vida tranqüila no Brasil?
Hoje eu tenho 28 anos de idade e minha esposa 23 anos, ainda temos nossa filhinha Raquel com 2 anos e um bebê que está prestes a nascer. Como todo brasileiro que deixa a sua pátria pra viver em outro país sentimos uma dor no peito muito forte, afinal eu e minha esposa estávamos deixando para trás nossas famílias, amigos, igrejas e nossos irmãos em Cristo. Eu e a missionária Renata somos nascidos em São Paulo onde fomos criados, nos conhecemos e nos casamos. Concluímos o seminário juntos e foi muito difícil aceitar que nossas vidas sofreriam uma mudança tão radical. Por alguns momentos nos sentimos inseguros, mas por fim deixamos nossa casa própria, nosso carro do ano, nossa comodidade em prol de vidas que precisavam e precisam muito de um Salvador. 
Muitas lágrimas marcaram nossa partida e nosso coração se afligia em saber que iríamos começar uma nova vida em um país distante, onde se falavam diversas línguas e dialetos e pior é que não entendíamos nenhum deles.

Qual o ministério do Brasil que lhes presta apoio financeiro?
Existem muitos ministérios que nos apóiam com orações, envio de mensagens através de e-mails com palavras de ânimo, contudo um destes ministérios que é da Igreja Batista Missionária da Fé em Boston, U.S.A., nos tem dado um apoio financeiro com ofertas. Nem sempre a ajuda é suficiente e nesses casos tentamos levantar recursos pedindo socorro à família ou irmãos da América. Vivemos na expectativa de alcançarmos nosso sustento a cada dia. Isso nos dói muito quando nossa filhinha Raquel pede algo que nós não temos condições de comprar e às vezes o que ela pede não é um brinquedo. É um copo de leite. 

Fale aos irmãos um pouco sobre a adaptação cultural:
Foi extremamente difícil, mas teve momentos divertidos, pois estávamos morando em um outro país, sendo submetidos a uma outra cultura e precisávamos nos acostumar com pessoas esquisitas, cheirando mal, doentes, famintas, mal educadas, violentas, etc. Que diferença do Brasil! Apesar de conhecermos esta realidade há quatro anos, ainda não nos acostumamos com tudo. Há alguns nomes ou apelidos curiosos aqui como Alicate, Maconha, Sofrida, Luxúria, Gimo, Tembo, Serrote, Segunda, Terça e por aí afora.
É irmãos nós estamos na África! Às vezes nem eu acredito!

Soube que a missionária Renata esteve muito doente. O que houve?
Ela sentiu fortes dores na altura do abdômen e decidi levá-la ao hospital público. Chegando lá esperamos longas três horas para sermos atendidos, pois minha esposa é de cor branca e o preconceito racial na África é intenso. A discriminação é evidenciada em todos os lugares. A médica que era de cor negra ao atendê-la não quis examiná-la e disse que aquilo na era caso de emergência. Minha esposa sentia fortes dores a ponto de não poder caminhar, mas isso não era emergência para a doutora.
Aquele foi um mês complicado. Ela estava com problemas no colo uterino. Para agravar mais ainda, descobrimos que a missionária estava grávida e não tínhamos nenhum dinheiro nem no bolso e muito menos no banco. Alguém deve ter intercedido por nós, pois como que por um milagre ela melhorou e conseguimos pagar as despesas. Glórias a Deus! Quando o Espírito Santo te incomodar e te levar a interceder por missões, ore, com todo o seu coração! Alguém orou e mesmo sem condições financeiras minha esposa hoje está bem e prestes a ganhar o bebê que será nosso segundo herdeiro, pois já temos uma filha. 

O pastor acredita que a igreja do Senhor está voltada para Missões?
Infelizmente não acredito.Na verdade se todas as igrejas que se dizem evangélicas, cheias do poder de Deus, dinâmicas, explosivas, investissem na tarefa de preparar e enviar missionários já teríamos conquistado o mundo para Cristo. Mas o que está acontecendo? Vemos um mundo agonizando pedindo socorro e a igreja passivamente assiste a tudo. Vemos ainda obreiros disputando um lugar no púlpito, buscando estrelismo, cheio de indiferença pelas almas. Na África tenho visto muitos missionários abandonados no campo de trabalho, passando por situações que vocês meus irmãos não acreditariam se eu contasse. Acredito que a igreja precisa retomar a visão de conquista. Oro para que isso aconteça! Certamente a maior arma contra um missionário é a indiferença por parte daqueles que deveriam nos apoiar.
Uma das coisas que mais me chocou antes de virmos para África foi quando ouvi de um pastor que nos apoiar seria difícil, pois não teriam retorno algum. Eu e minha esposa vendemos nossos bens, compramos as passagens e hoje estamos aqui em Nome do Senhor Jesus Cristo e assim como o apóstolo Paulo disse na segunda carta aos Coríntios capítulo 4, versículo 17: “ pois a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação”.
Graças a Deus ainda existem alguns ministérios cujos líderes são grandes conquistadores de almas e se preocupam com o cumprimento da nossa mais solene atividade: MISSÕES. E isso está fazendo a diferença! Damos graças ao Senhor pelos líderes que têm uma visão de crescimento para o Reino de Deus e não para o seu reino particular. 

Como está a obra que os irmãos estão desenvolvendo? Os resultados alcançados até agora?
Chegamos aqui pra plantarmos uma igreja e o Senhor nos honrou. Glórias a Deus! Doente têm sido curados, pessoas que buscaram feiticeiros, curandeiros e nada conseguiram. Eles têm vindo a nossa igreja e têm recebido a cura de suas enfermidades. A cada culto uma nova experiência com Deus tem sido proporcionada pelo Espírito Santo.A presença de Deus é constante e irresistível! Temos hoje três igrejas, sendo uma sede e duas congregações, creche para as crianças, uma pequena escola de líderes e contamos com uns 150 membros. Fazemos visitas em aldeias onde entrar é certo e sair com vida nem sempre, mas Jesus está conosco e temos sido vencedores em tudo. Afinal prosseguimos para o alvo! “ prossigo para o alvo pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”.(Fil 3:14) 

Qual a maior dificuldade encontrada durante a evangelização dos africanos?
Sem dúvida é a comunicação, pois onde temos nossa base missionária convivemos com pessoas que falam além do idioma deles, vários dialetos, dependendo das aldeias. É uma miscelânea de palavras e expressões muitas vezes inteligíveis a nós. Mas nesses quatro anos já conseguimos dominar o básico de algumas línguas e falamos com muitos deles em inglês. 

Qual a mensagem que o pastor gostaria de deixar para os irmãos internautas que irão ler essa entrevista?
Eu gostaria de humildemente suplicar as vossas orações em auxilio a nossa família e a tantos outros missionários que trabalham na África e dizer que se algum irmão for tocado por Deus no sentido de nos auxiliar financeiramente, que Deus possa abençoar a sua vida. Temos um projeto ainda para esse ano que é a construção de nosso templo próprio e a aquisição de equipamentos de sonorização para alcançarmos almas. Além de nos sustentar muitas vezes precisamos sustentar os irmãos que se convertem e que nada tem, nem mesmo o alimento. 

Entrevista cedida ao Pr. Marcos Lucena da Igreja do Evangelho Quadrangular no Japão, membro e colaborador do Portal Eu Nasci de Novo

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   Artigo escrito por:

Pr Marcos Lucena

Ig. do Evangelho Quadrangular

em Fujiyoshida-Shi – JAPÃO

Membro e colaborador do Portal

email:pastormarcos@hotmail.com

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Testemunho
Foi dado como morto pela medicina. Mas foi ressuscitado pelo poder de Deus.

"...quebrando o meu pescoço..."
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O Pastor e dois irmãos se preparam para evangelizar com folhetos em sete línguas
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